Contando para a Família

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Sempre sonhamos que nossa vida seja como um conto de fadas, mas a vida não é assim, as vezes o nosso percurso tem alterações  como no texto da Emily Perl Kinsley sobre a viagem à Itália. Mas o que nos impede de criarmos nosso próprio conto de fadas?

Quando descobrimos que a Amanda seria portadora de síndrome de Down foi assustador, o primeiro momento é o de pânico, pois não sabemos o que esperar ou o que vamos encontrar.

Começamos a pesquisar na internet , verificamos as dificuldades dos primeiros anos de vida, que poderia nascer com problemas no coração. Depois do susto inicial, fui ficando apreensiva sem saber exatamente o que nos espera ( mais informação CLIQUE AQUI).

As pesquisas na internet só nos mostram o que é difícil, o que é problema e as grandes dificuldades escritos pela visão de um médico.

Seria tão bom saber que está grávida e no outro dia o neném já chegasse em casa, pronto tudo resolvido! Sem medo de como vai ser, será assim, será assado. Para mim a espera foi muito difícil, só queria ter meu bebê nos braços e estaria pronta para o que der e vier.

Mas não, eu tinha que esperar a hora certa dela nascer para poder ficar tranquila.

Depois descobrimos que com o passar do tempo a gente não enxerga nossos filhos como down e sim como qualquer outra criança, só lembramos que existe uma diferença quando as pessoas ficam encarando demais, pensamos porque essa  pessoa está olhando? “Já sei, está olhando a Amanda”.

Bom, na hora de contar para a nossa família, o Lúcio assumiu a responsabilidade de falar, eu só chorava.

Primeiro fomos na casa dos meus pais e contamos para minha mãe, como meu pai tem problema cardíaco ela contaria para ele. Já para a família do Lúcio achei  melhor ele contar sozinho.

Vieram os questionamentos: como aconteceu, a dúvida em relação ao resultado, todos preocupados sem saber o que pensar.

O mais importante nessa hora e sentirmos que a família está ali para nos apoiar.

A gente vê tantas historias de famílias que na hora do aperto se dividem, pais que abandonam as mães, não aceitando que o filho seja down.

Vou contar depois como foi a gestação da nossa amada Amanda !

Beijos  Simone Santiago Marques

 



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