‘Me deu vida’, diz homem com Síndrome de Down sobre 1º emprego

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Kássio (de colete) e sua mãe Maria José (segurando o balão) com a equipe do ‘MP para todos’ (Foto: Maria José Monteiro/Arquivo Pessoal)

Kássio é office boy. Descreve o trabalho de forma simples: “Eu carimbo os processos, tiro xerox”. Pode não ser o emprego dos sonhos para muita gente, mas, para ele, fez toda a diferença.

Com Síndrome de Down, Kássio Vinícius Monteiro agora se sente mais confiante, mais forte e mais otimista. “Acho importante porque me deu vida. Me sinto útil”, afirmou.

Aos 27 anos, Kássio conquistou o primeiro emprego, no Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio de uma parceria do órgão com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Hoje, já com 30 anos, ele avalia como tem crescido com a experiência. “Antes, só praticava esportes, frequentava a piscina e participava do grupo de dança. Gosto da Apae, mas o trabalho me motivou. Vi que eu era capaz de aprender mais. Estou muito feliz com o trabalho”, pontuou.

Além de uma oportunidade de crescimento pessoal, Kássio considera o trabalho como uma espécie de refúgio. “Eu sei que sou diferente, mas as pessoas olham muito pra mim. Isso me incomoda. Eu fico em silêncio. Mas no trabalho, não. No trabalho, eu me sinto bem, à vontade e tranquilo”, comentou.

A mãe de Kássio, Maria José Monteiro, explica que o filho não chegou a terminar os estudos, mas ainda frequenta a escola da Apae nos dias em que ele não vai para o MPPB.

Para ela, a parceria foi primordial para Kássio. “Foi importantíssimo! Porque proporcionou crescimento pessoal e desenvolveu a mente dele”, comemorou.

Na Apae, Kássio e outras pessoas com deficiência têm apoio clínico, escolar, acompanhamento psicológico e ainda participa de atividades esportivas e culturais.

A diretora social da Apae, Rosália Araújo, coordena a parceria entre o órgão e a associação, que é uma ação de inclusão social dentro do projeto “MP para todos”. “Esta parceria dá oportunidades para nossos usuários serem reconhecidos dentro da sociedade, superando barreiras e promovendo a inclusão com responsabilidade”, ressaltou.

Além de Kássio, outras três pessoas com deficiência trabalham na Procuradoria-Geral de Justiça graças a essa parceria.

Parcerias buscam inclusão

Na segunda-feira (20), o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou uma parceria com o Instituto Primeiro Olhar, uma Organização Não-governamental (ONG) que acompanha crianças com Síndrome de Down na primeira infância e também orienta as famílias.

Segundo a procuradora do Trabalho Andressa Coutinho, para contratar PCDs, as empresas podem procurar ONGs, a  Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) e instituições formadoras do Sistema S (Senai, Senac, etc.).  Fonte

Como é importante apoiar sempre !!  Beijos  Simone Santiago Marques

 



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