Modelador nasal corrige fissura labial nos primeiros dias de vida

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Essa reportagem sobre lábio leporino é uma novidade que com certeza vai ajudar a mudar a vida de muitos recém nascidos.

Pesquisadores do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, em parceria com o Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, em São Paulo (SP), estão utilizando uma nova estratégia terapêutica que reduz o custo e torna mais acessível o tratamento da fissura lábiopalatina (lábio leporino).

Os profissionais estão utilizando um aparelho modelador nasal externo – uma adaptação do modelo desenvolvido pelo cirurgião plástico chileno, Dr Luis Monastério Aljaro – que auxilia no reposicionamento da cartilagem do nariz da criança, em uma das etapas do tratamento. Esse procedimento reduz o número de cirurgias necessárias para correção do problema.

Empregando materiais mais simples, a equipe de atendimento multidisciplinar de fissuras lábiopalatinas do Hospital Menino Jesus está utilizando este modelador nasal externo nos neonatos portadores da malformação. O aparelho também ajuda a moldar a cartilagem do nariz, mas a um custo inferior e manuseio mais fácil pela família.

A fissura lábiopalatina é uma patologia que atinge aproximadamente uma em cada 650 crianças no Brasil. Gerido pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, o Hospital Municipal Infantil Menino Jesus é um centro de referência da Prefeitura de São Paulo, para o tratamento dessa malformação e recebe todos os meses 10 novos casos de neonatos.

Até o momento, o novo modelador nasal externo foi utilizado em 50 crianças, com o mesmo resultado obtido com o modelador nasoalveolar tradicional, desenvolvido pelo americano Dr. Barry Grayson.

Essas crianças são encaminhadas para a instituição por meio de um protocolo da Prefeitura de São Paulo, estabelecido com a rede de maternidades na capital paulista. Dessa forma, bebês recém-nascidos com esta e outras malformações são imediatamente encaminhados para a equipe do Hospital Menino Jesus, onde recebem atendimento feito por uma equipe multiprofissional.

As mesmas equipes do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa e do Hospital Menino Jesus também desenvolveram uma técnica inédita para o tratamento da fissura lábiopalatina, denominada ‘Bioengenharia de tecido ósseo para tratamento de malformações congênitas’, com o uso de células-tronco retiradas da polpa do dente de leite.

O procedimento com células tronco já beneficiou 15 crianças da rede pública de saúde da cidade, dentro de um projeto de pesquisa realizado a partir do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.

“Quando temos a oportunidade de receber e acompanhar os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida torna-se possível a utilização do modelador nasal externo, que deve ser colocado no primeiro mês de vida, tornando possível o remodelamento do nariz e do alvéolo, possibilitando a realização da cirurgia corretiva do lábio em etapa única aos seis meses de idade, ao contrario do que acontece sem o uso do aparelho quando o paciente passa por três procedimentos cirúrgicos que só são finalizados quando a criança tem três anos de idade. Então quando os portadores de fissura são encaminhados ao HMIMJ desde neonatos evitamos que eles cresçam discriminados chegando à idade pré-escolar com muitos problemas de autoestima e sem o tratamento adequado”, explica Dra. Daniela Tanikawa cirurgiã plástica do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus.  Fonte

Assistam ao vídeo que passou no Bem estar, simplesmente sensacional !!

Lábio Leporino

A fissura labial e a fenda palatina, conhecidas popularmente como lábio leporino, são malformações congênitas que ocorrem durante o desenvolvimento do embrião. Atualmente afetam um em cada 700 nascimentos, e são mais comuns entre os asiáticos e determinados grupos de índios americanos. O lábio leporino ocorre com menos frequência entre os afro-americanos.

Quanto à frequência dessas anomalias, alguns estudos demonstram que 25% dos bebês sofrem de fenda palatina, 25% de lábio leporino, e 50% de ambos. Tanto o lábio leporino como fenda palatina, podem desenvolver-se separadamente ou ao mesmo tempo.

O diagnóstico

A ultrassonografia tornou possível fazer o diagnóstico das fendas labiopalatinas a partir da 14ª semana de gestação. Nessa fase, o importante é tranquilizar os pais, fornecendo informações sobre as possibilidades de tratamento, e esperar a criança nascer. Grande parte dos diagnósticos, porém, continua sendo realizada depois do parto. Fonte

Beijos  Simone Santiago Marques

 



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