Terapia Ocupacional – Síndrome de Down

Hoje vamos falar sobre a importância da Terapia Ocupacional, realizávamos  uma vez por semana no Cedae – Apae, a duração da sessão era de trinta minutos.

O terapeuta ocupacional ajuda no desenvolvimento, recupera ou mantém habilidades que as crianças  precisam para desempenhar as chamadas atividades da vida diária, levando em conta as particularidades de cada indivíduo, bem como o ambiente em que vivem.

Essas habilidades podem incluir, no caso de crianças, comer com colher, beber no copo, usar o banheiro e brincar com brinquedos apropriados para a sua idade, entre outras. Com as crianças, em particular, o terapeuta ocupacional procura atuar tanto na estimulação e aquisição de habilidades motoras finas, intelectuais e afetivas .

O terapeuta ajuda a criança com Síndrome de Down a se relacionar com o meio, intermediando e facilitando esse encontro – ou seja, ele é um especialista em ajudar as famílias a adaptar o ambiente para que a criança possa viver o dia a dia com confiança e se integrar à vida familiar.

Também é necessário que a família contribua com o trabalho do terapeuta ocupacional. Para isso, é importante conhecer as características de cada fase da vida da criança e o que é esperado dela em cada um desses períodos.

Terapia Ocupacional utiliza da atividade como um instrumento terapêutico para avaliar os tipo de dificuldade seja no aspecto físico, mental ou social, que esteja interferindo no seu cotidiano.

O objetivo geral, é estimular o desenvolvimento neuropsicomotor da pessoa com Síndrome de Down através do brincar, vivências relacionadas com o seu cotidiano  e de desempenho funcional nas atividades escolares (motoras gráficas e cognitivas), visando o ganho máximo de independência e autonomia na família, escola e na sociedade.

Proporcionar funcionalidade e o máximo de independência possível no ambiente escolar, familiar, social, de trabalho, de lazer e outros espaços de vivencia do educando. De acordo com a faixa etária e com as reais necessidades de cada criança é que vão ser determinados os objetivos específicos:

> Planejar atividades para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor;

> Propiciar posturas adequadas para tais atividades;

> Orientar a família quanto às atividades da vida autônoma e social;

>Trabalhar aspectos cognitivos (atenção/concentração), perceptivos, coordenação motora global e fina.

Nosso cérebro manda informações às partes de nosso corpo, e a capacidade que o corpo tem de desenvolver aquele movimento nós chamamos de coordenação motora. Pular, correr, andar, saltar ou realizar tarefas que exijam maior habilidade, como pegar em um lápis, bordar, desenhar, recortar, tudo isso exige de nós coordenação motora.

A coordenação motora nos permite realizar os mais diversos movimentos coordenados. Na coordenação motora ocorre participação de alguns sistemas do corpo humano, como sistema muscular, sistema esquelético e sistema sensorial. Com a interação desses sistemas obtêm-se reações e ações equilibradas. A velocidade e a agilidade com que a pessoa responde a certos estímulos medem a sua capacidade motora.

Podemos classificar a coordenação motora de duas maneiras: coordenação motora grossa e a coordenação motora fina.

Na coordenação motora grossa verificamos o uso de grupos de músculos maiores e o desenvolvimento de habilidades como correr, pular, chutar, subir e descer escadas, que podem ser desenvolvidas a partir de um plano sistemático de exercícios e atividades esportivas.

Na coordenação motora fina verificamos o uso de músculos pequenos, como das mãos e dos pés. Ao desenhar, pintar, manusear pequenos objetos, a criança realiza movimentos mais precisos, delicados, e desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida.

É possível observar a coordenação motora de um indivíduo desde pequeno. A criança responde aos estímulos de várias formas e cabe ao professor, nas primeiras séries, trabalhar a motricidade da criança. Ao aprender a pintar dentro de espaços delimitados a criança já começa a desenvolver sua coordenação, à medida que ela for sendo alfabetizada, aumentará a sua capacidade motora.

ALGUMAS IDÉIAS DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR O COGNITIVO, MOTRICIDADE FINA E AMPLA, NOÇÕES DE LATERALIDADE E COORDENAÇÃO MOTORA.

Algumas atividades que podem ser feitas, que contribuem muito para o desenvolvimento cognitivo da criança, trabalhando sua motricidade fina e ampla, sua ludicidade e também suas noções de lateralidade e coordenação motora.

-Jogos de memória
-Recorte e colagem (papel picado, grãos, contas).
-Rasgar papéis com as mãos.- Amassar os papéis picados.
-Confecção de colares.- Pintura a sopro, a dedo e/ou a pincel.
-Massinhas de modelar.
-Argila
-Brincar de faz-de-conta.
-Mímicas: rir, chorar, dar gargalhadas, fazer caretas, piscar.
-Dançar.
-Correr com e sem apoio.
-Equilibrar-se num pé só.
-Reconhecer e nomear partes do seu corpo e dos outros.
-Brincar com água, terra, argila, areia, barro.
-Reconhecer os sabores, doce, salgado, amargo, azedo.
-Reconhecer as temperaturas: frio, quente, gelado.
-Participar de brincadeiras rimadas e ritmadas, cantigas de roda, canções folclóricas.- Dramatizar cenas familiares e histórias curtas e repetidas frequentemente.
-Observar e explorar o ambiente através do tato.- Identificar formas: quadrado, círculo, triângulo, retângulo.- Identificar cores.
-Representa, por meio de gestos, sem utilização de objetos,: o fechar portas, calçar sapatos, receber uma visita, cozinhar, lavar, etc.
-Rodinha para conversação.- Andar imitando um trenzinho, transpondo obstáculos, passando por baixo de mesas eu formarão um túnel, circundar objetos.
-Morto-vivo (jogo)
-Andando, chegar a um ponto determinado na sala, equilibrando um objeto na mão, na cabeça, etc.
-Brincadeiras com bolas, petecas, balões, água, massa para desenvolver a percepção tridimensional, a percepção de distância e orientação espacial.
-Ajuda-la no desenvolvimento do vocabulário, encorajando-a na identificação das atividades realizadas nas tarefas diárias.
-Ensiná-la a identificar as roupas que usa e os diferentes passos no processo de vestir e despir.
-Exercícios para desenvolver a lateralidade ( andar em linha reta; curva; zigue-zague, andar em pistas limitadas com fita, etc…)
-Desenho espontâneo com lápis de cera.
-Utilizar fantoches, teatro de máscaras, teatro de sombra para apresentação (histórias) às crianças.
-Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
-Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
-Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
-Manipulação de material de sucata
-Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras

No Site Movimento Down existem várias cartilhas de estimulação por faixa etária é muito interessante . Maiores informações

Beijos  Simone Santiago Marques

 



4 Comentários para “Terapia Ocupacional – Síndrome de Down”

  1. Barbara muito interessante.

    São tantas informações ricas e interessantes que ajuda muito para trabalhar no desenvolvimento dos pequeninos grato.

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  2. Olá gostei muito das dicas, sou voluntária em um orfanato como estagiaria de psicologia, neste local temos uma menina de 21 anos, procurei no site mas só encontrei cartilha para bebês e até 3 anos. Teria algum material para essa idade que eu possa trabalhar com ela ???

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